quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Quem é você???

Essa é uma pergunta muito recorrente hoje, nesses dias. Desde a minha infância eu a ouvia. E a primeira resposta que surgia em minha mente é, sou Alan. E era isso mesmo que eu repondia, muito convicto de que estava sendo muito claro e inteligente. A pessoa responsável pela pergunta ficava satisfeita. Quando cresci um pouco mais e cheguei a fase que denominam adolescência, diante da mesma pergunta respondia o seguinte, sou Alan, tenho 14 anos, estudo e moro com meus pais. Um pouco maior, já adulto, respondia: sou Alan, tenho 24 anos, sou casado, tenho 2 filhos, moro no Ponto Novo, trabalho numa grande empresa e estudo administração. Quando chego a uma idade avançada e me questionam com essa mesma pergunta, digo, já fui um grande homem, trabalhei numa grande empresa, era um excelente administrador, mas hoje estou velho e aposentado, não faço mais nada.

Existem diversas pessoas numa pessoa, Carlos, Pedro, João, Maria, Thiago, Joana, José, Joaquim, Vera, Yuri, Carla. O homem passa toda a vida tentando responder ao mundo quem é, mas será que o que ele diz que é, é?

Alan S. Conceição.
Bonito, belo, encantador, beleza, homem, mulher,...
Feio, horrível, machucado, feiura, mulher, homem,...

O ser humano foi enganado, não sei por quem, mas tenho por certo que houve um engano quando ele foi informado que o próprio ser humano deveria ser classificado, rotulado, carimbado. Ele viveu enganado há milhares de anos, sempre carimbando.
Abaixo aos carimbos, as almofadas, as tintas. O ser humano é livre!!!!

Alan S. Conceição.
Nada que nos acontece é por acaso. Não sei até que ponto isso é verdade, nem sei qual o ponto que é mentira. Pensemos se o contrário disso fosse verdade, aliás, ninguém me provou nada até então sobre acaso, verdade e mentira.

Alan S. Conceição.
O amor confunde-se com a dor. E nos envolve num calor que nos traz grande frescor, a ponto de ficarmos inebriados e anestesiados, como desacordados em um sono tão profundo e eterno assemelhando-se somente com a morte, grande dor. Surpreende-nos, toma-nos de assalto, roubando o que somos e, fazendo de um, dois.

Alan S. Conceição.
As convenções do mundo as vezes são estranhas a mim.
Principalmente quando eu era criança, ao saber que cadeira é o nome do objeto que tem acento, pernas e encosto. Quando eu cresci um pouco mais, e aprendi a escrever, ainda no processo inicial, fui informado de forma taxativa que avó tem acento também, assim como avô e mãe(estranhamento).Então eles são uma espécie diferente de cadeira! Afinal eles também possuem pernas assim como as cadeiras. Pensando assim, continuei a crescer e fui convidadó para participar de uma reunião em que as pessoas vestiam roupas brancas e uma delas ao ver outra num estado um tanto estranho nos disse, diante do nosso espanto, que ela estava com um encosto. e somente ali tive a conclusão de meu pensamento que me intrigou e esteve comigo desde a infância, realmente somos cadeiras, eu e você.

Alan S. Conceição.
Não sei quem sou. E toods os dias surpreendo-me comigo. O cotidiano revela quem sou. E essa surpresa diária faz-me reconhecer as minhas qualidades e os meus defeitos, as minhas nuances, e minhas expectativas, os meus medos e os meus desejos, o quanto eu me iro e sou impaciente. Então com essas descobertas alguns conflitos deflagam-se dentro de mim, o real e o ideal é o principal deles. Eles brigam violentamente como dois dregões raivosos, combatendo pela própria vida.

A luta do real e o ideal é muito longa. Penso as vezes que não terá fim e nem chance alguma que um deles saia vencedor (totalmente vencedor), porque o que temos por diversas vezes são vitórias parciais, diante de algumas situações teste. Essa luta é muito sofrida, nos machucamos, choramos, vamos ao chão. Pensamos que não vamos conseguir enfrentar tamanho embate. Muitos dos que nos acompanham, amigos, familiares, namorados, colegas de trabalho, percebem como estamos nesse confronto, e até mesmo sofrem juntamente conosco.

Entre vitórias e derrotas alguns pensam em desistir, por ser tamanha a dificuldade que passamos. E essa decisão pode ser nossa, porém o sacrifício e muito grande, paga-se muito caro para concluir essa guerra. Nascemos, crescemos, envelhecemos, e morremos. Esse é o fim.

Alan S. Conceição.

A vida e suas vivências. Não sei porque tenho que viver determinadas coisas. No entanto todos vivemos e somos obrigados a isso. Não escolhemos. Ah! Se pudéssemos escolher será seria melhor? Esse é um dos grandes questionamentos que me cerca.

A vida e sua composição é surpreendente. Gostaria de viver somente a alegria, porém como poderia se o mundo não é composto apenas de coisas boas? Portanto são necessárias as vivências da tristeza. No entanto, há espaço ainda para o egoísmo, a ganância, a esperança, a paz, a aflição, o compadecimento, o espanto, a agonia, o amor, a paixão, o desespero, a malícia, a astúcia, ...

Alan silva.