quinta-feira, 15 de julho de 2010

Quando penso em mim,
Penso em tudo que poderia ser e não sou.
Poderia ser quem eu quisesse ser,
Se não fosse a sacana da vida para direcionar aquilo que eu tenho que ser.
São tantas questões a considerar
Os projetos dos outros a executar
Agradá-los
Ser quem eles queriam ser e não são
Pobres mortais
Reles mortais
Reles eles e eu
Não sou melhor do que eles
Sou tentando ser
Eu
Tentando e tentando e tentando...
Não quero ser ninguém
Mesmo que eu ande muito e veja que não sou ninguém
É isso que eu quero
E o prazer esta aí
Em ser o que se quer
Errar por que quis
Acertar porque quis
Vencer
Sofrer
Chorar
Maltratar
Perturbar
Consolar
Desconsolar
Ah
Quero deixar de ser quem eu não sou e não quis ser por querer ser eu não tu ou vós ou nós ou
Eles
Mas se isso não for bom
Quero ser nada e
Nada
Não tem razão
Coração
Pulmão
Feição
Constatação
Abstração
Corrupção
Digestão
Comparação
Concepção
Automação
Edição
Ação.

Um comentário:

nas entrelínguas disse...

Escrever é um trabalho árduo... SER também o é! Existenciais estas linhas! Eis o que És: tudo o que escreves!